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Bulas de Remédios
Tarja vermelha Genérico disponível

Valerato de estradiol micronizado

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · estrogenos simples.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoValerato de estradiol micronizado
Classe terapêuticaEstrogenos simples
Medicamento de referênciaPrimogyna®
Nomes comerciais7 de 5 fabricantes
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 63,25
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA
PARA QUE SERVE

Este medicamento é indicado à terapia de reposição hormonal (TRH) para o tratamento dos sintomas da menopausa em mulheres com útero intacto ou histerectomizadas.

COMO USAR

Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode ocasionar falha na obtenção dos resultados. Cada cartela contém comprimidos revestidos para 28 dias de tratamento.

EFEITOS COLATERAIS

As reações adversas mais graves associadas à TRH estão listadas no item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”.

QUEM NÃO DEVE USAR

Primogyna não deve ser utilizado na presença das condições listadas abaixo. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o tratamento.

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Primogyna®

Referência · União Química Farmacêutica Nacional S/A · Reg. MS 1.0497.1568

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Primogyna ® União Química Farmacêutica Nacional S/A Comprimido revestido 2 mg (valerato de estradiol) Primogyna ® valerato de estradiol Comprimido revestido

Identificação do produto

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Comprimido revestido de 2 mg: Embalagem contendo 1 blíster com 2 8 comprimidos revestidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido contém: valerato de estradiol ............................. ......................................................................................... .......................... 2 mg Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose, macrogol, carbonato de cálcio e cera montanglicol.

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Informações ao paciente

Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem.

Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.

Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso de terapia hormonal. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento e sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente.

Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

01

Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é indicado à terapia de reposição hormonal (TRH) para o tratamento dos sintomas da menopausa em mulheres com útero intacto ou histerectomizadas.

02

Como este medicamento funciona?

Primogyna é um medicamento cuja substância ativa se destina à reposição hormonal feminina (reposição estrogênica), aliviando os sintomas associados à menopausa.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Primogyna não deve ser utilizado na presença das condições listadas abaixo. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o tratamento.

Em caso de gravidez ou lactação; sangramento vaginal de causa desconhecida; presença ou suspeita de câncer de mama ou de outras doenças malignas dependentes de hormônios sexuais; presença ou história de tumor hepático (benigno ou maligno); doença grave do fígado; história recente de ataque cardíaco e/ou derrame; presença ou história de trombose (formação de coágulo) nos vasos sanguíneos das pernas (trombose venosa profunda) ou dos pulmões (embolia pulmonar); alto risco de trombose venosa ou arterial (coágulo sanguíneo); níveis sanguíneos muito elevados de triglicérides (um tipo especial de gordura) no sangue; alergia a qualquer um dos componentes da fórmula do produto.

Se qualquer uma dessas condições surgir pela primeira vez durante o tratamento com Primogyna descontinue o uso imediatamente e consulte seu médico.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e precauções:

Converse com seu médico ou farmacêutico antes de iniciar o tratamento com Primogyna.

Antes de iniciar ou reiniciar o tratamento, seu médico poderá solicitar a realização de exames clínicos gerais e ginecológicos, incluindo mamas, pressão sanguínea, dentre outros.

Seu médico irá discutir com você os benefícios e os riscos do uso de Primogyna. Ele irá verificar, por exemplo, se você tem risco mais elevado de trombose devido a uma combinação de fatores. Neste caso, o risco pode ser ainda maior. Se você apresenta alguma doença no fígado, pode ser necessário acompanhamento frequente da função hepática.

Em caso de presença de adenoma da parte anterior da hipófise, é necessário acompanhamento médico rigoroso, incluindo avaliação periódica dos níveis de prolactina.

Se você ainda possui a capacidade de engravidar é pouco provável que Primogyna altere esta condição. Se você está utilizando medidas contraceptivas (exceto o uso de contraceptivos orais ou outro método contraceptivo hormonal) ao iniciar Primogyna, continue utilizando-as até que seu médico lhe diga que não é mais necessário. Se você estiver utilizando um contraceptivo oral (ou outro método contraceptivo hormonal), você deve mudá-lo para um método contraceptivo alternativo (não hormonal) antes de iniciar Primogyna. Se seu médico já lhe orientou que você não precisa usar um método contraceptivo, não será necessário nenhuma destas medidas durante o uso de Primogyna.

Converse com seu médico sobre os benefícios e os riscos da utilização de Primogyna (valerato de estradiol).

Dois grandes estudos clínicos realizados com estrogênios equinos conjugados (EEC) combinados com acetato de medroxiprogesterona (AMP), hormônios utilizados na terapia de reposição hormonal (TRH), sugerem que o risco de ocorrência de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) pode aumentar discretamente no primeiro ano de uso destas substâncias. Este risco não foi observado em um grande estudo clínico realizado somente com estrogênios equinos conjugados (EEC). Em dois outros grandes estudos clínicos realizados com estes hormônios, o risco de ocorrer derrame aumentou em 30 a 40%.

Embora estes estudos não tenham sido feitos com Primogyna, não se deve usar este medicamento para prevenir doença cardíaca e/ou derrame.

O uso de TRH requer cuidadosa supervisão médica na presença das condições descritas a seguir, as quais devem ser certificadas com o seu médico antes do início do uso de Primogyna:

  • No caso de risco aumentado de trombose (formação de um coágulo sanguíneo). O risco aumenta com a idade e pode ser ainda maior se você ou qualquer familiar direto teve trombose nos vasos das pernas ou pulmões; em caso de excesso de peso; se tem veias varicosas. Converse com seu médico antecipadamente em caso de hospitalização programada ou cirurgia. O risco de trombose venosa profunda pode aumentar temporariamente com cirurgias de grande porte, traumatismos graves ou imobilização prolongada;
  • Mioma uterino;
  • Diagnóstico ou histórico de endometriose (presença do tecido de revestimento do útero em locais do corpo onde normalmente não seria encontrado);
  • Doença do fígado ou da vesícula biliar;
  • Icterícia (amarelamento da pele) durante gravidez ou uso prévio de hormônios sexuais;
  • Diabetes Mellitus;
  • Níveis elevados de triglicérides (um tipo de gordura no sangue);
  • Pressão alta;
  • Presença ou histórico de cloasma (manchas marrom-amareladas na pele); neste caso, deve-se evitar exposição prolongada ao sol ou à radiação ultravioleta durante a terapia de reposição hormonal;
  • Epilepsia;
  • Mama com nódulo ou dolorida (doença benigna da mama);
  • Asma;
  • Enxaqueca;
  • Doença hereditária chamada porfiria;
  • Otosclerose (surdez adquirida);
  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES, doença imunológica crônica);
  • Coreia menor (doença com movimentos involuntários e anormais do corpo);
  • Episódios de inchaço em algumas partes do corpo, como as mãos, pés, face e vias aéreas, causadas por angioedema hereditário. O hormônio valerato de estradiol contido em Primogyna pode induzir ou intensificar estes sinais e sintomas de angioedema hereditário;
  • Se você tem 65 anos de idade ou mais ao iniciar o tratamento, uma vez que existem evidências limitadas, a partir de estudos clínicos, de que o tratamento hormonal pode aumentar o risco de perda significativa de habilidades intelectuais, como memória (demência).

TRH e câncer:

  • Câncer endometrial O risco de câncer endometrial aumenta quando estrogênios são utilizados isoladamente por períodos prolongados.

Em mulheres não-histerectomizadas, é necessário o uso adicional de um hormônio progestógeno durante o tratamento com Primogyna. O uso apropriado de um progestógeno elimina o aumento do risco de câncer endometrial.

Você deve informar ao seu médico em caso de sangramentos irregulares frequentes ou persistentes durante o uso de Primogyna.

  • Câncer de mama A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode aumentar o risco de câncer de mama. O risco extra depende de quanto tempo você usa a TRH. O risco aumentado de câncer de mama pode ser menor com produtos exclusivamente de estrogênio. No entanto, se você parar de tomar TRH, o risco extra diminui com o tempo.

São observados aumentos similares no diagnóstico de câncer de mama são observados, por exemplo, nos casos de atraso da menopausa natural, consumo de bebidas alcoólicas e nos casos de sobrepeso acentuado (adiposidade).

A TRH pode alterar a imagem da mamografia (aumenta a densidade das imagens mamográficas). Este fato pode dificultar a detecção mamográfica de câncer em alguns casos, portanto, pode ser necessária a utilização de outras técnicas.

  • Câncer de ovário O câncer de ovário é menos comum do que o câncer de mama. Alguns estudos mostram um ligeiro aumento do risco global de desenvolver câncer de ovário em mulheres que usaram TRH quando comparado com as que nunca usaram TRH. Em mulheres que atualmente usam TRH, esse risco foi ainda maior. Estas associações não foram mostradas em todos os estudos. Não há evidência consistente de que o risco de desenvolver câncer de ovário esteja relacionado com a duração da TRH. No entanto, o risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos).
  • Tumor no fígado Após o uso de hormônios como o contido em Primogyna foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos que, em casos isolados, ocasionaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente. Apesar de estes eventos serem extremamente raros, você deve informar seu médico se ocorrer sintomas inesperados no abdômen superior que não desapareçam em um curto espaço de tempo.

O tratamento deve ser descontinuado imediatamente, e seu médico informado, em caso de presença de qualquer uma das condições listadas a seguir: aparecimento pela primeira vez de dores de cabeça do tipo enxaqueca (tipicamente dor de cabeça pulsante e náusea, precedida por distúrbios visuais); piora de enxaqueca preexistente, ou dores de cabeça com frequência e intensidade não habituais; perturbações auditivas ou visuais repentinas; inflamações venosas (flebites).

Se você apresentar ou suspeitar da ocorrência de um coágulo durante a utilização de Primogyna, você deve interromper o tratamento imediatamente e consultar o seu médico. Atente-se aos sinais como: falta de ar e tosse com sangue, inchaço ou dores não-habituais nos braços ou pernas, respiração curta repentina e desmaio.

Primogyna deve ser descontinuado em caso de ocorrência de gravidez ou desenvolvimento de icterícia.

  • Gravidez e lactação Primogyna não deve ser utilizado durante a gravidez (veja o item “Quando não devo usar este medicamento?”) ou lactação. Se ocorrer gravidez durante o uso de Primogyna o tratamento deve ser descontinuado imediatamente.

Estudos epidemiológicos extensivos realizados com hormônios esteroides utilizados para contracepção e para terapia de reposição hormonal não revelaram aumento no risco de malformação congênita em crianças cujas mães utilizaram hormônios sexuais antes da gravidez ou efeitos teratogênicos quando hormônios sexuais foram administrados de forma inadvertida durante a fase inicial da gestação.

Pequenas quantidades de hormônios sexuais podem ser excretadas com o leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento inibe a produção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Ingestão concomitante com outras substâncias:

Não utilize contraceptivos hormonais. Consulte seu médico quanto a métodos contraceptivos, se necessário.

Alguns medicamentos podem ter influência nos níveis de Primogyna no sangue e interferir com a terapia de reposição hormonal (TRH) podendo causar um sangramento inesperado e / ou diminuir o efeito da TRH. Incluem-se aqueles usados para o tratamento de epilepsia (por exemplo, fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina e, possivelmente oxcarbazepina, topiramato e felbamato), de tuberculose (por exemplo, rifampicina), de infecção pelos vírus que causam hepatite C e HIV (conhecidos como inibidores de protease e inibidores não nucleosídios da transcriptase reversa), de infecções por fungos (griseofulvina, antifúngicos azólicos, como por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol e voriconazol), de infecções bacterianas (antibióticos macrolídeos, por exemplo, claritromicina e eritromicina), de certas doenças do coração e pressão alta (bloqueadores de canal de cálcio, por exemplo, verapamil e diltiazem). Incluem-se também erva-de-São-João e suco de toranja (“grapefruit”) e paracetamol.

Informe seu médico ou farmacêutico se estiver tomando ou tiver tomado recentemente tomado qualquer outro medicamento, incluindo medicamentos sem prescrição médica.

Ingestão de álcool:

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas durante a terapia de reposição hormonal pode interferir no tratamento. O seu médico irá orientá-la.

Exames laboratoriais:

A TRH pode alterar os resultados de certos exames laboratoriais. Informe ao seu médico, ou a equipe do laboratório que você está em terapia de reposição hormonal.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas:

Não foram observados efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de Primogyna.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Atenção: Contém o corante carbonato de cálcio.

Atenção: Este medicamento contém sacarose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g / comprimido revestido e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou com insuficiência de sacarose-isomaltase.

Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.

Atenção: Este medicamento contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g / comprimido revestido e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico: comprimidos revestidos na cor branca, sem cheiro (odor) ou gosto característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode ocasionar falha na obtenção dos resultados.

Cada cartela contém comprimidos revestidos para 28 dias de tratamento. Você deve tomar um comprimido revestido diário e continuamente, isto é, após terminar a primeira cartela (28 comprimidos revestidos) deve-se começar a próxima cartela no dia seguinte.

Ingira um comprimido revestido branco (2 mg) por dia, com ajuda de pequena quantidade de líquido, sem mastigar e, de preferência, sempre à mesma hora do dia. É indiferente o horário do dia em que o comprimido revestido seja tomado. Mas, uma vez escolhido o horário deve-se mantê-lo aproximadamente constante.

Início do uso de Primogyna:

Se você ainda estiver menstruando regularmente, deve começar o tratamento com Primogyna nos primeiros cinco dias de menstruação com um regime combinado de Primogyna e um progestógeno. O seu médico irá orientá-la como tomá-lo.

Caso suas menstruações sejam pouco frequentes ou já tenham cessado em razão da menopausa, o tratamento pode ser iniciado com um regime combinado em qualquer momento, desde que seja excluída a existência de gravidez.

Se você não possui mais útero (mulheres histerectomizadas) pode iniciar o uso de Primogyna a qualquer momento.

Seu médico irá orientá-la.

  • Mudando de outra Terapia de Reposição Hormonal (cíclica, sequencial ou combinada contínua) Se você estiver mudando de outra TRH, deve completar o ciclo com o medicamento em uso antes de iniciar a terapia com Primogyna.

Informações adicionais para populações especiais:

  • Crianças e adolescentes Primogyna não é indicado para o uso em crianças e adolescentes.
  • Pacientes idosas Não existem dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosas.
  • Pacientes com disfunção hepática Primogyna não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção hepática. Não tome Primogyna se você tem ou teve tumores no fígado. Não tome Primogyna se você tiver doença grave do fígado (vide item “Quando não devo usar este medicamento?”).
  • Pacientes com disfunção renal Primogyna não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção renal.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se houver um atraso de menos de 24 horas do horário habitual, tome o comprimido revestido que você esqueceu assim que lembrar e tome o próximo comprimido revestido no horário habitual. Caso haja esquecimento de vários comprimidos revestidos, pode ocorrer sangramento irregular.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

As reações adversas mais graves associadas à TRH estão listadas no item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”.

As seguintes reações adversas foram observadas em usuárias de TRH classificadas por sistema corpóreo:

  • Reações adversas comuns (entre 1 e 10 pessoas a cada 100 usuárias podem apresentar estas reações): aumento ou diminuição de peso corporal, dor de cabeça, dor abdominal, náusea, erupção cutânea, coceira, sangramento uterino/vaginal incluindo gotejamento (sangramentos irregulares normalmente desaparecem com a continuação do tratamento).
  • Reações adversas incomuns (entre 1 e 10 pessoas a cada 1.000 usuárias podem apresentar estas reações): reação alérgica, estados depressivos, tontura, distúrbios visuais, palpitações (batimentos cardíacos rápidos, irregulares), má digestão, eritema nodoso (nódulos avermelhados doloridos), urticária, dor nas mamas, hipersensibilidade dolorosa nas mamas, edema.
  • Reações adversas raras (entre 1 e 10 pessoas a cada 10.000 usuárias podem apresentar estas reações): ansiedade, aumento ou diminuição do desejo sexual (libido), enxaqueca, intolerância a lentes de contato, distensão abdominal, vômito, crescimento excessivo de pelos, acne, cãibras musculares, dismenorreia, secreção vaginal, síndrome semelhante à pré-menstrual, aumento do tamanho das mamas, fadiga.

Sinônimos ou condições relacionadas não foram listados, mas também devem ser considerados.

Descrição das reações adversas selecionadas Em mulheres com episódios de inchaço em algumas partes do corpo como as mãos, pés e vias aéreas, causados por angioedema hereditário, o hormônio valerato de estradiol contido em Primogyna pode induzir ou intensificar estes sinais e sintomas (veja item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Se ocorrer qualquer reação adversa não mencionada nesta bula ou caso você esteja insegura sobre o efeito deste medicamento, informe seu médico.

Em alguns estudos, a ocorrência de câncer de ovário foi observada com frequência ligeiramente maior em usuárias de TRH (TRH com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio-progestógeno). O risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Não há relatos de efeitos adversos relacionados à superdose. A superdose pode causar náuseas, vômitos e sangramento irregular. Não é necessário tratamento específico, mas caso você não tenha certeza, consulte o seu médico.

Não existe um antídoto específico e o tratamento deve ser sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Registro: 1.0497.1568 Registrado por:

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Produzido por:

União química internacional ltda.

São Paulo - SP Indústria Brasileira

SAC 0800 011 1559 Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 06/04/2026.

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Primogyna ® União Química Farmacêutica Nacional S/A Comprimido revestido 2 mg (valerato de estradiol) Primogyna ® valerato de estradiol Comprimido revestido

Identificação do produto

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Comprimido revestido de 2 mg: Embalagem contendo 1 blíster com 28 comprimidos revestidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido contém: valerato de estradiol ................................................................................................................................................ 2 mg Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose, macrogol, carbonato de cálcio e cera montanglicol.

01

Indicação

Este medicamento é indicado à terapia de reposição hormonal (TRH) para o tratamento dos sintomas da menopausa em mulheres com útero intacto ou histerectomizadas.

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Resultados de eficácia

O uso de medicamentos contendo valerato de estradiol para a melhora dos sintomas da menopausa é reconhecido cientificamente.

Na maioria das mulheres de 1 a 2 mg de valerato de estradiol ou estradiol são suficientes para obter efeito terapêutico. Primogyna (valerato de estradiol) contém 2 mg de valerato de estradiol, que corresponde a 1,528 mg de estradiol.

03

Características farmacológicas

Farmacodinâmica Primogyna (valerato de estradiol) contém o estrogênio valerato de estradiol, um prófármaco do 17β-estradiol natural humano.

A ovulação não é inibida durante o uso de Primogyna (valerato de estradiol) e a produção endógena de hormônios dificilmente é afetada.

Durante o climatério, a redução e posterior perda da secreção do estradiol ovariano pode resultar em uma instabilidade na termorregulação, causando ondas de calor associadas com distúrbios do sono e sudorese excessiva, atrofia urogenital com sintomas de secura vaginal, dispareunia e incontinência urinária. Menos específicos, mas frequentemente mencionados como parte da síndrome do climatério, são os sintomas como queixas anginosas, palpitações, irritabilidade, nervosismo, falta de energia e de capacidade de concentração, esquecimento, perda da libido, dores musculares e nas articulações. A terapia de reposição hormonal (TRH) alivia muitos desses sintomas provocados pela deficiência de estradiol em mulheres na menopausa.

A TRH com concentração adequada de estrogênio, como em Primogyna (valerato de estradiol), reduz a reabsorção óssea e retarda ou cessa a perda de massa óssea na pós-menopausa.

Quando o tratamento é interrompido, a massa óssea reduz-se a uma razão comparável àquela encontrada no período da pós-menopausa imediata. Não há evidência de que a TRH restaure a massa óssea aos níveis da pré-menopausa. A reposição hormonal também tem um efeito positivo sobre o conteúdo do colágeno e a espessura da pele e consegue retardar o processo de formação de rugas da pele.

A TRH altera o perfil lipídico: diminui o colesterol total e o LDL-colesterol e pode aumentar o HDL-colesterol e os níveis de triglicérides. Os efeitos metabólicos podem ser anulados em parte pela adição de um progestógeno.

É recomendada a adição de um progestógeno a um regime de reposição estrogênica, como com Primogyna (valerato de estradiol), por no mínimo 10 dias por ciclo, para mulheres com o útero intacto. Desta forma, reduz-se o risco de hiperplasia endometrial e o risco contínuo de adenocarcinoma nessas mulheres. A adição de um progestógeno ao regime de reposição estrogênica não mostrou interferência na eficácia do estrogênio para o uso indicado.

Estudos observacionais e o estudo randomizado “Women’s Health Initiative (WHI)” com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (AMP) sugerem uma redução na morbidade do câncer de colo na pós-menopausa em mulheres enquanto usam TRH. No estudo randomizado da WHI com monoterapia de EEC não foi observada redução no risco. No estudo de extensão WHI não foi demonstrada uma redução persistente na morbidade pelo câncer de colo para mulheres originalmente randomizadas com EEC mais AMP. Não se sabe se estes dados também se estendem para outros medicamentos e esquemas terapêuticos para TRH.

Farmacocinética Absorção O valerato de estradiol é rápida e completamente absorvido. O éster esteroidal é clivado em estradiol e ácido valérico durante a absorção e o metabolismo de primeira passagem no fígado. Ao mesmo tempo, o estradiol passa por um metabolismo intenso até transformar-se em estrona, estriol e sulfato de estrona. Somente cerca de 3% do estradiol se torna biodisponível após a administração oral do valerato de estradiol. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do estradiol.

Distribuição Concentrações séricas máximas de estradiol, de aproximadamente 15 pg/mL (ou 30 pg/mL), são geralmente esperadas entre 4 a 9 horas após a ingestão do comprimido revestido. Dentro de 24 horas após a ingestão do comprimido revestido, espera-se que os níveis séricos do estradiol diminuam até concentrações de cerca de 8 pg/mL (ou 15 pg/mL). O estradiol liga-se à albumina e às proteínas transportadoras de hormônios sexuais (SHBG). A fração do estradiol não-ligado no soro é de cerca de 1 a 1,5% e a fração ligada às proteínas transportadoras de hormônios sexuais é de aproximadamente 30 - 40%.

O volume aparente de distribuição do estradiol após uma única administração intravenosa é de cerca de 1 L/kg.

Metabolismo Após a clivagem do éster exógeno administrado, valerato de estradiol, o metabolismo do fármaco segue os caminhos de biotransformação do estradiol endógeno: é metabolizado principalmente pelo fígado e, também por vias extra-hepáticas como, por exemplo, no intestino, rins, músculos esqueléticos e órgãos-alvo. Estes processos envolvem a formação da estrona, estriol, catecolestrogênios e sulfatos e glicuronídeos conjugados destes compostos, os quais são todos claramente menos estrogênicos ou mesmo não-estrogênicos em relação ao estradiol.

Eliminação A eliminação sérica total do estradiol, após dose única administrada via intravenosa, mostra grande variabilidade em um intervalo de 10 a 30 mL/min/kg. Uma certa proporção de metabólitos do estradiol é excretada na bile e passa pela circulação enterohepática.

Enfim, os metabólitos do estradiol são principalmente excretados por via renal como sulfatos e glicuronídeos na urina.

Condições de equilíbrio São esperados, aproximadamente, níveis séricos do estradiol duas vezes maiores após múltiplas administrações em relação a uma dose única.

Em média, a concentração do estradiol varia entre 15 (ou 30 pg/mL) (nível mínimo) e 30 (ou 60 pg/mL) (nível máximo). A estrona, como um metabólito menos estrogênico, alcança concentrações séricas aproximadamente 8 vezes maiores. O sulfato de estrona alcança, aproximadamente, concentrações 150 vezes mais altas. Após a interrupção dotratamento, os níveis de pré-tratamento de estradiol e estrona são atingidos dentro de 2 a 3 dias.

Dados de segurança pré-clínicos O perfil toxicológico do estradiol é bem conhecido. Não existem dados pré-clínicos relevantes adicionais àqueles descritos nos demais itens.

04

Contraindicações

A terapia de reposição hormonal (TRH) não deve ser iniciada na presença de qualquer uma das condições listadas abaixo. Se alguma dessas condições surgir durante a TRH, deve-se descontinuar imediatamente o uso do produto.

Gravidez e lactação;

Sangramento vaginal não diagnosticado;

Diagnóstico ou suspeita de câncer de mama;

Diagnóstico ou suspeita de condições pré-malignas ou malignas dependentes de esteroides sexuais;

Presença ou história de tumor hepático (benigno ou maligno);

Doença hepática grave;

Tromboembolismo arterial agudo (p.ex., infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral);

Presença ou história de trombose venosa profunda, distúrbios tromboembólicos;

Alto risco de trombose venosa ou arterial;

Hipertrigliceridemia grave;

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Categoria X –Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.

05

Advertências e precauções

Antes de iniciar o tratamento, todas as condições/fatores de risco mencionados abaixo devem ser considerados para determinar a relação risco/benefício individual do tratamento para a paciente.

Durante o uso da TRH, a terapia deve ser descontinuada imediatamente caso ocorra pela primeira vez uma contraindicação, assim como, nas seguintes situações:

  • Ocorrência pela primeira vez de enxaquecas ou cefaleias com intensidade e frequência fora do habitual ou ocorrência de outros sintomas que sejam possíveis sinais prodrômicos de acidente cerebrovascular;
  • Recorrência de icterícia colestática ou prurido colestático que tenham ocorrido inicialmente durante uma gravidez ou durante uso anterior de esteroides sexuais;
  • Sintomas ou suspeita de um evento trombótico.

Em caso de ocorrência ou agravamento das seguintes condições ou fatores de risco, deve-se reavaliar a relação risco/benefício individual, considerando a possível necessidade de descontinuar a terapia.

O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que possuam uma combinação de fatores de risco ou apresentem uma severidade maior de um fator de risco isolado. Este risco aumentado pode ser ainda maior que a simples soma do risco de cada fator. A TRH não deve ser prescrita quando a avaliação risco/benefício for desfavorável.

Tromboembolismo venoso Estudos epidemiológicos e estudos controlados randomizados sugeriram um aumento do risco relativo (RR) de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Portanto, a relação risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliada, em conjunto com a paciente, quando se prescrever TRH para mulheres que apresentem fator de risco para TEV.

Fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem histórico pessoal ou familiar (a ocorrência de TEV em um familiar em primeiro grau em idade relativamente precoce pode indicar predisposição genética) e obesidade grave. O risco de TEV também aumenta com a idade.

Não há consenso sobre a possível influência de veias varicosas no desenvolvimento de TEV.

O risco de TEV pode estar temporariamente aumentado em casos de imobilização prolongada, cirurgia eletiva ou pós-traumática de grande porte ou trauma extenso. Dependendo da natureza da ocorrência e da duração da imobilização, deve-se considerar a interrupção temporária da

TRH.

Tromboembolismo arterial Dois grandes estudos clínicos realizados com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (AMP), em esquema de administração contínua, mostraram um possível aumento no risco de doença arterial coronariana (DAC) no primeiro ano de uso e nenhum benefício após este período. Um grande estudo clínico com EEC isoladamente demonstrou potencial redução nas taxas de cardiopatia coronariana em mulheres com idade entre 50 e 59 anos e nenhum benefício geral no total da população estudada. Como resultado secundário, verificou-se um aumento de 30 a 40% no risco de acidente vascular cerebral em dois grandes estudos clínicos utilizando EEC isoladamente ou combinado com AMP. Não se sabe se estes dados também se aplicam a outros produtos utilizados na TRH ou para formas não orais de administração.

Doença da vesícula biliar É conhecido o aumento da litogenicidade da bile provocado por estrogênios. Algumas mulheres são predispostas a desenvolver doenças da vesícula biliar durante a terapia estrogênica.

Demência Existe evidência limitada observada a partir de estudos clínicos realizados com produtos contendo estrogênios equinos conjugados (EEC), de que a terapia hormonal pode aumentar o risco de provável demência se iniciada em mulheres com idade igual ou superior a 65 anos. O risco pode ser diminuído se o tratamento for iniciado no início da menopausa, como observado em outros estudos clínicos. Não se sabe se estes dados também se aplicam a outros produtos utilizados em TRH.

Tumores

  • Câncer de mama Estudos observacionais e clínicos relataram aumento do risco de câncer de mama em mulheres que usaram TRH por muitos anos. Estes resultados podem ser devido ao diagnóstico precoce, dos efeitos que promovem o crescimento de tumores preexistentes ou da combinação de ambos.

Estimativas para risco relativo global de diagnóstico de câncer de mama fornecidas em mais de 50 estudos epidemiológicos variaram, na maioria dos estudos, entre 1 e 2.

O risco relativo aumenta com a duração do tratamento e pode ser mais baixo, ou possivelmente neutro, com a utilização de produtos contendo somente estrogênios.

Dois grandes estudos randomizados realizados com EEC administrados isoladamente ou em combinação contínua com AMP mostraram um risco estimado de 0,77 (Intervalo de Confiança (IC) de 95%: 0,59 - 1,01) ou de 1,24 (IC de 95%: 1,01 - 1,54) após 6 anos de TRH. Não se sabe se o aumento do risco também se aplica a outros produtos utilizados na TRH.

Aumentos similares no diagnóstico de câncer de mama são observados, por exemplo, com o atraso da menopausa natural, consumo d e bebidas alcoólicas ou adiposidade. O excesso de risco diminui dentro de poucos anos após ter cessado a TRH.

A TRH aumenta a densidade das imagens mamográficas, o que pode afetar adversamente a detecção radiológica do câncer de mama e m alguns casos.

  • Câncer de ovário A prevalência de câncer de ovário é menor do que a prevalência de câncer de mama. Uma metanálise de 52 estudos epidemiológico s relatou que o risco global de ser diagnosticado câncer de ovário é ligeiramente aumentado para as usuárias de TRH em comparação c om mulheres que nunca usaram TRH (estudos prospectivos: RR 1,20, IC de 95% 1,15 -1,26; todos os estudos combinados: RR 1,14, IC de 95% 1,10 -1,19). Em usuárias atuais de TRH o risco de câncer de ovário aumentou ainda mais (RR 1,43, IC de 95% 1,31 -1,56).

Essas associações não foram demonstradas em todos os estudos, incluindo o ensaio randomizado “Women’s Health Initiative (WHI) ” EEC com AMP. A extensão do estudo WHI mostrou aumento no risco de câncer do ovário em mulheres originalmente randomizadas para EE C mono, mas não para EEC com AMP.

Além disso, não foi consistentemente demonstrado um efeito de duração de exposição, mas o risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (vários anos).

  • Câncer de endométrio A exposição prolongada a estrogênios administrados isoladamente aumenta o risco de desenvolvimento de hiperplasia ou carcinom a do endométrio. Estudos sugerem que a adição apropriada de progestógeno à terapia elimina esse aumento no risco.
  • Tumor hepático Após o uso de hormônios como o contido em Primogyna  (valerato de estradiol) foram observados raros casos de tumores hepáticos benignos e, ainda mais raramente, tumores malignos que, em casos isolados, ocasionaram hemorragias intra -abdominais com risco para a vida da paciente. Se ocorrerem dores no abdome s uperior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra -abdominal deve -se incluir tumor hepático nas considerações diagnóstico -diferenciais.

Outras condições Não foi estabelecida uma associação geral entre o uso da TRH e o desenvolvimento de hipertensão clínica. Foram relatados disc retos aumentos na pressão arterial em usuárias de TRH; os aumentos clinicamente relevantes são raros. Entretanto, se em casos indiv iduais ocorrer desenvolvimento de hipertensão clinicamente significativa e persistente durante a TRH, deve -se considerar a descontinuação do tratamento.

Distúrbios moderados da função hepática, incluindo hiperbilirrubinemias como a síndrome de Dubin -Johnson ou de Rotor, necessitam de rigorosa supervisão, sendo que a função hepática deve ser monitorada periodicamente. Em caso de piora nos indicadores da fun ção hepática, deve-se descontinuar a TRH.

Mulheres com níveis de triglicérides moderadamente elevados necessitam de acompanhamento especial. A TRH, nestes casos, pode estar associada a um aumento adicional no nível de triglicérides ocasionando risco de pancreatite aguda.

Embora a TRH possa ter efeito na resistência insulínica periférica e na tolerância à glicose, geralmente não há necessidade d e alterar o regime terapêutico para pacientes diabéticas que estiverem usando TRH. Entretanto, estas pacientes devem ser cuidadosam ente monitoradas durante a terapia.

Algumas pacientes podem desenvolver manifestações indesejáveis geradas pela estimulação estrogênica durante a TRH, como sangr amento uterino anormal. Se durante a terapia ocorrer sangramento uterino anormal de forma frequente ou persistente, recomenda -se uma avaliação endometrial.

Leiomiomas uterinos (miomas) podem aumentar de tamanho sob a influência de estrogênios. Caso seja observado este aumento, o t ratamento deve ser descontinuado. Se ocorrer reativação da endometriose durante a TRH, recomenda -se a descontinuação do tratamento.

Se a paciente apresentar diagnóstico de prolactinoma, é necessário um acompanhamento médico rigoroso, incluindo avaliação per iódica dos níveis de prolactina.

Ocasionalmente pode ocorrer cloasma, especialmente em mulheres com história de cloasma gravídico. Mulheres com tendência a cl oasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem em tratamento com TRH.

A ocorrência ou agravamento dos quadros abaixo foram relatados com o uso de TRH. Embora não exista evidência conclusiva da as sociação com a TRH, as mulheres que apresentarem alguma das condições abaixo e que estiverem sob terapia de reposição hormonal deve m ser cuidadosamente monitoradas.

-Epilepsia;

-Doença benigna da mama;

-Asma;

-Enxaqueca;

-Porfiria;

-Otosclerose;

-Lúpus eritematoso sistêmico;

-Coreia menor.

Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

Gravidez e lactação Gravidez Primogyna (valerato de estradiol) não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação (veja o item “Contraindicações”). Se ocorrer gravidez durante o uso de Primogyna (valerato de estradiol), o tratamento deve ser descontinuado imediatamente.

Estudos epidemiológicos extensivos realizados com hormônios esteroides utilizados para contracepção e para terapia de reposição hormonal não revelaram aumento no risco de malformação congênita em crianças cujas mães utilizaram hormônios sexuais antes da gravidez ou efeitos teratogênicos quando hormônios sexuais foram administrados de forma inadvertida durante a fase inicial da gestação.

Lactação Pequenas quantidades de hormônios sexuais podem ser excretadas com o leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento inibe a produção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Consultas/exames médicos Antes de iniciar ou retomar o uso da TRH, é necessário obter o histórico clínico detalhado e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e precauções”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente. A frequência e a natureza destas avaliações devem basear-se nas condutas médicas estabelecidas e ser adaptadas a cada usuária, mas, em geral, devem incluir órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical, abdome, mamas e pressão sanguínea.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não foram observados efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de Primogyna (valerato de estradiol).

Atenção: Contém os corantes carbonato de cálcio, óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio.

Atenção: Este medicamento contém sacarose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g / comprimido revestido e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou com insuficiência de sacarose-isomaltase. Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.

Atenção: Este medicamento contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g / comprimido revestido e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

06

Interações medicamentosas

Nota: As informações de medicamentos usados concomitantemente devem ser consultadas para que sejam identificadas potenciais interações.

Efeitos de outros medicamentos sobre Primogyna (valerato de estradiol) Podem ocorrer interações com medicamentos que induzem as enzimas microssomais as quais podem resultar em aumento da depuração de hormônios sexuais e que podem levar a alterações no perfil do sangramento uterino e/ou redução do efeito terapêutico.

  • Substâncias que aumentam a depuração dos hormônios sexuais (eficácia diminuída por indução enzimática), por exemplo: fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo erva-de-São-João.

A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento e atinge graus máximos geralmente em poucas semanas. A indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas após a descontinuação da medicação.

  • Substâncias com efeitos variáveis na depuração de hormônios sexuais Quando coadministrados com hormônios sexuais, muitos inibidores de protease e inibidores não-nucleosídios da transcriptase reversa do HIV / HCV podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas do estrogênio. Em alguns casos estas alterações podem ser clinicamente relevantes.
  • Substâncias que diminuem a depuração de hormônios sexuais (inibidores enzimáticos) Inibidores potentes e moderados do CYP3A4, tais como antifúngicos azólicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol, voriconazol), macrolídeos (por exemplo, claritromicina, eritromicina), verapamil, diltiazem e suco de toranja (“grapefruit”) podem aumentar as concentrações plasmáticas do estrogênio.

Substâncias que sofrem conjugação substancial, como por exemplo, o paracetamol, podem aumentar a biodisponibilidade do estrad iol pela inibição competitiva do sistema de conjugação durante a absorção.

Interações com bebidas alcoólicas A ingestão aguda de bebidas alcoólicas durante a TRH pode ocasionar elevação nos níveis circulantes de estradiol.

Outras formas de interação

  • Exames laboratoriais O uso de esteroides sexuais pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal, níveis plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações lipídicas/lipoproteicas, parâmetros do metabolismo de carboidratos, da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial normal.
07

Cuidados de armazenamento

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico: comprimidos revestidos na cor branca, sem cheiro (odor) ou gosto característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) for iniciada e, se necessário, a paciente deve ser orientada a adotar medidas contraceptivas não hormonais.

Início do uso de Primogyna (valerato de estradiol) Pacientes histerectomizadas podem iniciar o uso de Primogyna (valerato de estradiol) a qualquer momento.

Se a paciente apresentar útero intacto e ainda estiver menstruando, o tratamento deve ser iniciado dentro dos primeiros cinco dias da menstruação, com um regime combinado de Primogyna (valerato de estradiol) e um progestógeno.

Em pacientes amenorreicas, ou com períodos menstruais muito pouco frequentes ou na pós-menopausa, o tratamento pode ser iniciado com um regime combinado em qualquer tempo, desde que seja excluída a existência de gravidez.

Mudando de outra Terapia de Reposição Hormonal (cíclica, sequencial ou combinada contínua) Se a paciente estiver mudando de outra TRH, deve completar o ciclo com o medicamento em uso antes de iniciar a terapia com Primogyna (valerato de estradiol).

Posologia Deve ser ingerido um comprimido revestido diariamente de 2 mg (comprimido revestido branco).

Administração Cada cartela contém comprimidos revestidos para 28 dias de tratamento. O tratamento é contínuo, ou seja, a próxima cartela deve ser iniciada imediatamente sem intervalo de pausa entre o término de uma cartela e o início de outra.

  • Regime combinado:

Para mulheres com útero intacto, recomenda-se o uso de um progestógeno apropriado durante 10-14 dias a cada 4 semanas (TRH combinada sequencial ou cíclica) ou conjuntamente com cada comprimido revestido de estrogênio (TRH combinada contínua).

A paciente deve ser adequadamente orientada por seu médico sobre o regime combinado de administração, a fim de facilitar e assegurar o uso correto pela paciente. Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos com um pouco de líquido.

Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos preferencialmente no mesmo horário todos os dias.

Comprimidos revestidos esquecidos:

Se ocorrer esquecimento da ingestão de um comprimido revestido no horário habitual, a paciente deve tomá-lo assim que possível. Se houver transcorrido mais de 24 horas, não se deve ingerir um comprimido revestido adicional. Caso haja esquecimento de vários comprimidos revestidos, pode ocorrer sangramento.

Informações adicionais para populações especiais:

  • Crianças e adolescentes Primogyna (valerato de estradiol) não é indicado para o uso em crianças e adolescentes.
  • Pacientes idosas Não existem dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosas.
  • Pacientes com disfunção hepática Primogyna (valerato de estradiol) não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção hepática. Primogyna (valerato de estradiol) é contraindicado em mulheres com presença ou histórico de tumores hepáticos e com doença hepática grave (vide item “Contraindicações”).

Para mulheres com insuficiência hepática, é necessária supervisão cuidadosa e em caso de deterioração dos marcadores da função hepática, o uso de TRH deve ser interrompido (veja item “Advertências e precauções”).

  • Pacientes com disfunção renal Primogyna (valerato de estradiol) não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção renal.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

09

Reações adversas

As reações adversas mais graves associadas à TRH estão listadas no item “Advertências e precauções”.

A tabela abaixo relata as reações adversas que foram observadas em usuárias de TRH classificadas por sistema corpóreo (MedDRA SOCs).

Classificação por sistema corpóreo Comum (≥1/100 a <1/10) Incomum (≥1/1.000 a <1/100) Rara (<1/1.000) Distúrbios no sistema imunológico reação de hipersensibilidade Distúrbios metabólicos e nutricionais aumento de peso corporal, diminuição de peso corporal Distúrbios psiquiátricos estados depressivos ansiedade, aumento da libido, diminuição da libido Distúrbios no sistema nervoso cefaleia vertigem enxaqueca Distúrbios nos olhos distúrbios visuais intolerância a lentes de contato Distúrbios cardíacos palpitações Distúrbios gastrintestinais dor abdominal, náusea dispepsia distensão abdominal, vômito Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos erupção cutânea, prurido eritema nodoso, urticária hirsutismo, acne Distúrbios músculo-esqueléticos e nos tecidos conectivos cãibras musculares Distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas sangramento uterino/vaginal, incluindo gotejamento dor nas mamas, hipersensibilidade dolorosa nas mamas dismenorreia, secreção vaginal, síndrome semelhante à pré-menstrual, aumento das mamas Distúrbios gerais e condições no local de administração edema fadiga Foi utilizado o termo MedDRA (versão 8.1) mais apropriado para descrever uma determinada reação e seus sinônimos e condições relacionadas.

Descrição das reações adversas selecionadas Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema (veja item “Advertências e precauções”).

Em estudos epidemiológicos, TRH apenas com estrogênio ou com a combinação de estrogênio-progestógeno foram associados com risco levemente aumentado de câncer de ovário. O risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos) (veja item “Advertências e precauções”).

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Estudos de toxicidade aguda não indicaram risco de reações adversas agudas em caso de ingestão inadvertida de uma quantidade múltipla da dose terapêutica diária.

A superdose pode causar náuseas e vômitos e, em algumas mulheres, sangramento por privação. Não existe um antídoto específico e o tratamento deve ser sintomático.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Registro: 1.0497.1568 Registrado por:

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Produzido por:

União química internacional ltda.

São Paulo - SP Indústria Brasileira

SAC 0800 011 1559 Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 06/04/2026.

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

Primogyna®União Química Farmacêutica Nacional S/A · Reg. 1.0497.1568
REFERÊNCIA a partir de R$ 97,31
Valerato de EstradiolEMS S/A · Reg. 1.0235.1287
GENÉRICO sem preço CMED
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GENÉRICO a partir de R$ 63,25
Valerato de EstradiolGermed Farmaceutica Ltda · Reg. 1.0583.0954
GENÉRICO a partir de R$ 63,25
Valerato de EstradiolMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda · Reg. 1.1819.0399
GENÉRICO sem preço CMED
IntrafemMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda · Reg. 1.1819.0429
SIMILAR sem preço CMED
YviLegrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda · Reg. 1.6773.0621
SIMILAR a partir de R$ 97,31
APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

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Valerato de EstradiolLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda2 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC TRANS X 28Tarja vermelhaR$ 63,25
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Primogyna®União Química Farmacêutica Nacional S/A1 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 84Tarja vermelhaR$ 131,42
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Valerato de EstradiolGermed Farmaceutica Ltda2 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC TRANS X 84Tarja vermelhaR$ 189,81
YviLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda2 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC TRANS X 56Tarja vermelhaR$ 194,63
YviLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda2 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC TRANS X 84Tarja vermelhaR$ 291,97